Ah, eu não estou preparado para o amor.” E desde quando alguém está? Por acaso existe um curso preparatório que, ao ser concluído, te dá um diploma de aptidão para amar? Há alguém, em sã consciência, que se dirá preparado para dar passos no escuro? Para um salto sem rede? Não, não há.
O amor não escolhe os qualificados, ele qualifica os escolhidos. O medo existe, sim. Renato Russo já dizia que “o mal do século é a solidão”. Somos sozinhos porque preferimos nos ocupar com bares e amigos, ao invés de quebrar a cabeça solucionando os problemas de uma vida a dois. Porque somos a geração do “tudo se troca, nada se conserta”. Sozinhos porque nosso egoísmo nos faz assim.
O amor não te faz sofrer. Não é ele quem te bagunça, te vira do avesso, te rouba o chão e te enche de paranoias. É o medo! O amor te dá uma companhia em um dia frio, uma mão pra segurar, uma rede pra saltar, uma luz pra guiar seus passos no escuro, uma certeza pras suas dúvidas. Te deixa leve, te trás paz. Para amar, não é preciso coragem. O amor se encarrega de te fazer corajoso.